Manutenção do Jardim

O Mito do Jardim sem Manutenção… ou a Importância da Manutenção!

28 Março, 2018

Começamos logo por dizer que um jardim sem manutenção não existe! Tal como não existe um carro sem manutenção…

 

A baixa manutenção não é o mesmo que um jardim sem manutenção. Mesmo nos jardins minimalistas ou nos xerojardins, também há plantas, eles precisam de água, fertilizantes, podas, folhas caem, tratamentos, etc. Há manutenção.

Infelizmente vimos assistindo ao desinvestimento na manutenção, quer em áreas públicas quer em jardins privados. Este desinvestimento é motivado por restrições orçamentais e que levam a optar-se ou por jardineiros/empresas de pouca reputação, uma vez que estas só sabem concorrer pelo preço e não pela qualidade. Ou por visitas de manutenção demasiado espaçadas.

Esta situação é tanto mais grave quanto esses jardins não foram projetados para serem de menor manutenção. Como resultado, traduzem-se em áreas abandonadas, esteticamente desagradáveis e fontes de problemas futuros.

As tarefas de manutenção dos espaços verdes devem ser realizadas durante todo o ano. Isto de modo a manter o conceito inicial, valorizando assim o investimento feito na concepção e na construção, potenciando a qualidade estética do jardim.

Compreendemos a pressão dos custos na realidade atual, quando ainda estamos a recuperar de uma tremenda crise financeira, mas há que conhecer os riscos de se optar por uma manutenção de baixo custo (ou por “empresas low-cost” ou por reduzida frequência de realização de trabalhos). Listamos alguns deles:

“Empresas low-cost” são sinónimo de falta de habilitações e conhecimentos técnicos. Exemplos de consequências:

– Dificuldades no diagnóstico e tratamento de doenças e pragas, provocando o seu desenvolvimento, com custos de recuperação elevados.

– Impossibilidade de aferir as necessidades de água de cada zona do jardim, tendo como resultado uma programação errada do sistema de rega, conduzindo a maiores custos com o consumo de água ou a danos no jardim (por excesso ou falta de água).

– Realização de podas inadequadas, quer no tempo quer na forma, traduzindo-se em danos muitas vezes irreversíveis nas plantas ou na floração.

–  Adubações sem critério, com custos ambientais e económicos elevados, ou, quando na sua ausência, provocando jardins “anémicos”, sem vida, coloração e desenvolvimento.

“Empresas low-cost” são sinónimo de falta de honestidade. Exemplos de consequências:

– Utilização de mão-de-obra ilegal, ou indevidamente contratada. Para além de ser eticamente reprovável, ao aproveitarem-se de pessoas com maior fragilidade, poderá ter graves consequências para o cliente, no caso da ocorrência de um acidente ou inspeção, por exemplo.

– “Vendem gato por lebre”. Facilmente é possível verificar que o custo horário de mão-de-obra não pode ser real, quando se prometem horas de mão-de-obra não compatíveis com o orçamento. Qual o resultado? Menos visitas, logo, jardins mal cuidados.

– Não aplicação dos tratamentos ou adubações necessárias, com as consequências evidenciadas em cima.

Por outro lado, a prática de menos visitas de manutenção, com menor carga de trabalho, tem como consequência, por exemplo:

– Desenvolvimento de infestantes, pragas e doenças, provocando o desaparecimento das plantas originais e a sua substituição por outras esteticamente inadequadas ou mesmo o solo nu.

– Crescimento exagerado das plantas (desde a relva às árvores, passando pelas herbáceas e arbustos), conduzindo a um envelhecimento das plantas, por falta do caráter rejuvenescedor das podas e cortes. A médio prazo o jardim estará velho, atingindo muitas plantas o seu termo de vida muitos anos antes do que seria de esperar com uma manutenção adequada.

– Este crescimento exagerado das plantas e infestantes aumenta também o risco de pragas, doenças, incêndios e acidentes.

– Acumulação de detritos e resíduos, com consequência ao nível da salubridade e desenvolvimento de pragas urbanas indesejáveis.

– Ocorrência de danos em equipamentos e mobiliário, que muitas vezes não são corrigidos por falta de tempo nas visitas, provocando um crescente degradar do espaço.

Por estas e outras razões aconselhamos sempre os nossos clientes a investirem na manutenção. Os custos da baixa manutenção poderão ser elevadíssimos a médio prazo. Ao exigirem a completa renovação do espaço quando este poderia ter um período de vida substancialmente mais longo.

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